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Evite perdas em Caprinos e Ovinos
A presença de cálculos urinários ou urólitos em pequenos ruminantes pode desencadear um sério problema chamado Urolitíase. Muito comum em caprinos e ovinos machos caracteriza-se por uma obstrução nos ureteres e/ou na uretra, na flexura sigmóide (S peniano), em decorrência da estrutura anatômica da uretra, que é longa, estreita e tortuosa, ou obstrução no apêndice da glande, impedindo o fluxo normal da urina, que passa a se acumular na bexiga. A formação dos cálculos é desencadeada, principalmente, pela nutrição imprópria determinada principalmente por um desequilíbrio dos teores de fósforo, cálcio e magnésio. Um desbalanço do cálcio e fósforo é comum em animais confinados que recebem concentrado inadequado quanto ao conteúdo mineral. Entretanto, pode também ocorrer urólitos ou cálculos em animais a pasto quando se alimentam de plantas com alto teor de oxalatos ou sílica. Outros fatores devem ser levados em consideração como a época da castração - quando a castração é realizada em animais muito jovens não ocorre um pleno desenvolvimento da uretra; a oferta de água - a ingestão de água limitada ou perda desta pela respiração ou sudorese provoca aumento da concentração urinária, precipitando cristais insolúveis ou supersaturando as substâncias nela contidas, além de influenciar o pH urinário. Além destes, a deficiência de vitamina A, a ação hormonal (hormônio do crescimento e hormônios sexuais masculinos) e os processos inflamatórios podem, também, contribuir para a formação de urólitos. O urólito é composto basicamente por minerais, sendo mais comum aqueles constituídos de fosfato amoníaco magnesiano, fosfato de cálcio ou magnésio, de carbonato de cálcio, e de oxalatos. Como medidas de prevenção são indicadas: · Castrar os animais a partir de 6 meses de idade para que ocorra o pleno desenvolvimento da uretra; · Ração balanceada com relação cálcio:fósforo de 2:1 ou 3:1; · Administração de 3% a 5% de sal (cloreto de sódio) na ração principalmente para animais alimentados com dietas altas de grãos (alternativamente cloreto de amônio pode ser usado a uma taxa de 0,5%); · Ofertar água de qualidade e fresca em quantidade; · Administrar forragem de boa qualidade, a vontade; · Evitar alimentar os animais com rações elaboradas para outras espécies; O tratamento é duvidoso quanto ao prognóstico e deve-se levar em conta o custo/benefício. É necessário que consulte urgente um Médico Veterinário. O procedimento indicado é exteriorizar o pênis e verificar se a obstrução esta presente no apêndice da glande, se estiver, este deve ser secionado com cuidado para liberar o fluxo da urina. Se o animal ainda urina com dificuldade (pequenas quantidades) é aconselhável a aplicação de um relaxante muscular em conjunto com anti-inflamatório. É recomendado um jejum de 24 horas e a administração oral de cloreto de sódio por uma semana para acidificar a urina e dissolver os cristais associados a rações ricas em grãos. Se o fluxo de urina continuar completamente bloqueado (não urinar) a passagem de uma sonda uretral de criança também é recomendada. Ressalta-se que todos estes procedimentos devem ser realizados sob supervisão de um médico veterinário. A melhor prevenção deste problema é a administração de uma ração balanceada principalmente com relação aos minerais. Entretanto, apesar do problema nutricional ser a causa mais freqüente dos cálculos em pequenos ruminantes, deve-se ter atenção que, ela não é a única. Outras causas predisponentes citadas devem ser observadas
Fonte:
A Raymundo Rizaldo Pinheiro & Francisco Selmo Fernandes Alves
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