Boletim do Cordeiro

Sanidade de Caprinos e Ovinos


1- Introdução As explorações de caprinos e ovinos no Nordeste do Brasil, são na maioria do tipo extensivo, sendo em geral, compostos por pequenos e médios produtores, os quais possuem baixo nível tecnológico. Agrava-se ainda mais o problema, naqueles casos cujos produtores sentindo a necessidade de produzir uma quantidade maior de animais, procuram aumentar o rebanho, sem se preocupar com índices produtivos, lotação adequada nas pastagens, tampouco com a sanidade dos animais ou em adotar ou melhorar tecnologias. O estado sanitário presente nas criações de caprinos e ovinos, juntamente com a ausência ou uso inadequado de tecnologias, constituem sem dúvida, os dois pilares em que se apoiam as mais importantes causas de baixa produção e rentabilidade aos caprinovinocultores da região semi-árida do Brasil (Pinheiro et al., 2000). As doenças, encontram-se de forma direta e negativamente afetando a produção desses pequenos ruminantes, seja por perdas ocasionadas devido a distúrbios nas condições fisiológicas dos animais, causando alta incidência de morbidade, abortos, ou devida a mortalidade. Estes fatores, estão diretamente relacionados à perdas, redução no ganho de peso, queda na produção de leite e baixa na qualidade e no rendimento das carcaças e, indiretamente, com a necessidade de mão-de-obra capacitada, custos com tratamentos, baixo preço final de venda dos animais e/ou seus produtos,devendo-se este último fator, as restrições impostas pelas próprias barreiras comerciais existentes (Lebbie et al., 1992) O manejo sanitário inadequado, não só afeta a saúde dos animais, como também dificulta os manejos reprodutivo, nutricional e, inclusive os trabalhos de melhoramento genético que possam estar sendo adotados. Desta forma, verifica-se facilmente, o relacionamento existente entre gravidade e incidência de doenças, determinando as mais importantes causas de baixa produtividade (Olander et al., 1989). A sanidade abrange uma quantidade de atividades técnicas. Neste sentido, as soluções para manter a saúde dos animais seguem a um conjunto de causas. Um correto manejo sanitário, implica em educação sanitária dos envolvidos com o negócio, dos manejadores, da disponibilidade de instalações e funcionalidade das mesmas na propriedade, assim como, em definir um correto sistema de criação, considerando entre outros fatores, as categorias de animais existentes e a correta definição da carga animal. No contexto, o presente artigo tem como objetivo esclarecer alguns pontos sobre sanidade, manejo sanitário dos rebanhos caprino e ovino, assim como, apontar algumas causas e soluções às perdas produtivas devidas ao manejo sanitário inadequado do rebanho. 2- Medicina veterinária preventiva Tendo em vista as perdas econômicas ocasionadas pelas altas taxas de mortalidade e baixos índices produtivos, recomenda-se a produtores e técnicos especializados, informações básicas viáveis, em relação a sanidade e ao manejo em geral, no intuito de que possam prever para poder prover. O produtor, antes tudo, deverá estar adiante das enfermidades, adotando programas rigorosos de higiene e um plano de profilaxia preventiva, segundo os problemas identificados em cada região. Várias medidas poderão ser tomadas com o objetivo de minimizar as condições ambientais adversas, permitindo a saúde do animal e/ou rebanho, bem como a viabilidade da exploração. O manejo sanitário inadequado, leva, sem dúvida, a altos índices de problemas na propriedade rural, tornando, em parte, inviável a produção desses pequenos ruminantes. A Tabela 1, apresenta as práticas utilizadas ou não em criatórios de caprinos no Estado do Ceará. Tabela 1 – Práticas de manejo sanitário observadas em criatórios caprinos no Estado do Ceará. Práticas de manejo sanitário Presença Ausência Não sabe informar Propriedades Total Número % Número % Número % Tratamentodo umbigo 47 37,0 76 59,8 4 3,2 127 Vacina 40 31,5 84 66,1 3 2,4 127 Corte de casco 21 16,5 103 81,1 3 2,4 127 Área de isolamento 10 7,9 114 89,8 3 2,4 127 Higiene na ordenha 6 4,7 121 95,3 0 0,0 127 Área de quarentenário 3 2,4 121 95,3 3 2,4 127 A medicina veterinária preventiva na propriedade baseia-se em um plano de saúde integrado que consta de medidas sanitárias gerais e específicas, medidas de manejo em geral, esquema de vermifugação e vacinação. Porém todas estas medidas deverão vir, impreterivelmente, seguidas de limpeza e higiene. 2-Medidas sanitárias gerais 2.1- Instalações Consistem em todas aquelas construções e equipamentos necessários ao manejo geral de uma exploração pecuária. É importante ser considerado o tipo de instalação, a localização, sua orientação e os cuidados higiênicos rotineiros no controle das enfermidades dos animais. A instalação poderá minimizar ou predispor os animais as doenças, desse modo, para uma boa instalação deve-se observar, a ventilação, a temperatura e a umidade na região, e a capacidade de lotação que, de modo geral, deve ser de 0,8 a 1,0m2/animal, evitando superlotação e o mal uso das mesmas. A limpeza em geral do aprisco e/ou chiqueiro, deverá ser realizada a cada dois dias, ou pelo menos semanalmente, sendo o esterco colocado em local apropriado, de preferência em esterqueira. Os problemas normalmente encontrados nas instalações, são devidos a localizações incorretas, dado as correntes de vento, incidência de chuvas, excesso de umidade, calor, sobrelotação e falta de higienização. Abaixo estão relacionados alguns setores, sua utilização e medidas indispensáveis para manter a sanidade do rebanho: • Isolamento: como seu nome indica, é um local destinado a isolar do rebanho, animais doentes para observação permanente e eventuais tratamentos, e deve estar localizado próximo a moradia do manejador. Este setor deverá ser rigorosamente desinfectado com solução de creolina, vassoura de fogo, ou uma camada fina de cal virgem nas paredes e piso. • Quarentenário: este, é fundamental no ato da introdução de novos animais ao rebanho. É uma construção isolada das demais. Possuirá, com local próprio para acesso ao pasto, onde os animais adquiridos permanecerão por um tempo pré-determinado. Os animais serão examinados clinicamente e submetidos a testes laboratoriais no intuito de detectar possíveis problemas ou alterações, que indiquem a presença de enfermidade(s), vermifugados e vacinados. • Aprisco: deve ser uma instalação limpa, que proporcione segurança aos animais e esteja próximo ao centro de manejo, sendo ainda, divididos para cada espécie e categoria de animais, para que o manejo possa ser diferenciado. • Comedouros, bebedouros e saleiros: devem permanecer do lado de fora do aprisco, ou em vasos comunicantes para prevenir contaminação dos alimentos e na água de bebida por fezes e urina, e, os saleiros poderão estar dentro ou fora do aprisco, dado o fato de serem suspensos e, de preferência a 1,0 m de altura do solo, dependendo da faixa etária dos animais. • Cortinas de proteção: a utilização dessas cortinas de proteção tem por finalidade, proteger os animais de correntes de vento e, excesso de sol e chuva. São colocadas ao redor das instalações ou apriscos, quando estas são antigas, e adaptadas a uma nova função. Pode-se utilizar materiais da própria propriedade, como folha de carnaúba ou coqueiro, ou outro material (lona, sacos de naylon, entre outros). • Curral de manejo: destina-se ao manejo dos animais durante os procedimentos de vacinação, seleção, vermifugação, entre outros, de forma a proporcionar maior segurança aos animais e técnicos, permitindo-se observar todos os animais do rebanho. • Pedilúvios: são construídos em forma de caixa, nas entradas da fazenda e instalações (apriscos), destinados a desinfecção dos pés de animais e manejadores, de veículos, evitando assim, que atuem como disseminadores de doenças através dos diferentes setores e entre propriedades. Deve ser utilizado uma vez por semana no período chuvoso, e no período seco uma vez por mês. • Esterqueira: importante no destino dos dejetos sólidos e/ou líquidos. Tem por finalidade, armazenar o esterco produzido, de forma que seja permitida uma adequada fermentação do material, resultando em um produto final de qualidade, com higiene e segurança. O uso de esterqueiras, permitirá ao produtor, aproveitar um rico material orgânico disponível nas propriedades, trabalhando sempre com higiene e profilaxia. Após os trinta dias de armazenamento, o esterco deverá ser utilizado para adubar culturas e pastagens, não estando indicada sua utilização antes deste prazo, pois acarretará, contaminação das culturas por parasitas, entre outros. As esterqueiras podem ser basicamente de três tipos: esterqueira subterrânea, de encosta e de três celas. 3- Medidas de manejo em geral São manejos destinados a todos os animais do rebanho, sem exceções. Adquirir animais de boa procedência e se possível, após exame clínico minucioso realizado por médico veterinário, verificando a aparência dos mesmos e o estado geral de saúde do rebanho. Deve-se levar em consideração que animais de diferentes espécies e origens, convivendo em um mesmo ambiente, predispõe o desenvolvimento de agentes patógenos também diferentes, assim como ao fato de que animais resistentes a certas infecções, podem ser portadores da doença e além de disseminadores, poderão em casos de “stress”, virem desenvolver a enfermidade clinicamente com consequências variadas, inclusive o óbito. Para isto, recomenda-se a adoção de quarentena e exames periódicos dos animais (Wilson and Lebbie, 1992). 3.1- Alguns aspectos de manejo em geral que apoiarão as ações básicas de sanidade: • Conhecer os sinais básicos de doenças visando realizar um controle permanente e tratamento precoce dos animais (verminose, mamite, pododermatite, broncopneumonia, entre outras) mediante o isolamento do animal, evitando a disseminação e por conseguinte, perdas econômicas. • Tratar e cuidar dos ferimentos, pois constituem via de entrada para microorganismos. • Utilização de fichas individuais permitirá acompanhar o desenvolvimento dos animais de forma individual e constante. • Descarte orientado, medida econômica visando a retirada de animais improdutivos e deverá ocorrer uma ou duas vezes ao ano, segundo o número de animais da propriedade. • Determinar quantidade de piquetes que permitam o pastejo rotativo dos animais maximizando o uso da forragem e evitando o sobrepastoreio com seqüelas negativas para a saúde dos animais e bem estar do ecossistema. • Alimentação balanceada, qualitativa e quantitativamente adequadas a cada categoria animal; evitará os estados carenciais (vitamínicos-minerais) e a debilitação nas defesas orgânicas. • Não permitir que os animais pastem em áreas baixas e úmidas, para evitar infestações e infecções. • Água de boa qualidade é essencial na criação de caprinos e ovinos em especial. • Não manter possíveis focos infecciosos na propriedade, como: animais doentes crônicos, suspeitos (isolamento imediato), cadáveres, restos de aborto ou de intervenções médicas (seringas e agulhas, frascos vazios de remédio). • Combater a presença de outros animais e insetos que atuem como predadores (roedores, moscas, etc). • Realizar o casqueamento freqüentemente, a fim de evitar infecções podais e perdas econômicas por tratamentos e eventuais claudicações. 3.2- Esquema de vermifugação estratégica “O esquema de vermifugação estratégica é utilizado para controlar todos os estágios infectantes de endoparasitas (helmintos e protozoários), seguindo rigorosamente as normas pré e pós-vermifugação, minimiza-se a recontaminação dos animais e das pastagens, assim como combater as ectoparasitoses presentes em animais e meio ambiente. O controle estratégico é um programa baseado em estudos epidemiológicos regionais, que permitem o conhecimento da dinâmica populacional dos parasitos, no hospedeiro e no meio ambiente, visando a utilização de anti-helmínticos em épocas menos favoráveis à sobrevivência principalmente das larvas e ovos de nematódeos gastrintestinais no ambiente e, consequentemente, menor probabilidade de infecções dos animais no período mais favorável chuvoso" (Costa & Vieira, 1984 e 1987). A Embrapa Caprinos recomenda um programa de controle estratégico para vermifugação de caprinos e ovinos criados na região semi-árida do Nordeste do Brasil (Figura I). Figura 1- Programa de controle estratégico para vermifugação de caprinos e ovinos criados na região semi-árida do Nordeste do Brasil Consiste de quatro aplicações antiparasitárias durante o ano, sendo três no período seco e uma no período chuvoso, conforme o esquema abaixo: • Primeira medicação: início do período seco - junho ou julho. • Segunda medicação: 60 dias após a primeira - agosto ou setembro. • Terceira medicação: final do período seco - novembro. • Quarta medicação: meados do período chuvoso - março. Este esquema de medicação anti-helmíntica pode ser utilizado em regiões com precipitações pluviométricas inferiores a 1000 mm3/ano, com estações climáticas definidas em dois períodos distintos (seco e chuvoso). Por início do período seco, entende-se aquele em que a pastagem nativa entra em processo de fenação natural. Conseqüentemente, conhecendo-se o ciclo das chuvas em cada região, pode-se adaptar o programa estratégico acima descrito às condições climáticas locais. As vermifugações no período seco visam controlar os nematódeos em seus respectivos hospedeiros, os quais são os seus únicos locais de sobrevivência nesta época. A vermifugação no período chuvoso destina-se a evitar a ocorrência de possíveis surtos de parasitismo clínico. Além da vermifugação estratégica, recomendam-se as medidas profiláticas adicionais, que auxiliarão no controle da verminose dos caprinos e ovinos: • Limpeza e desinfecção das instalações. • Manter as fezes em locais distantes dos animais e, se possível, construir esterqueiras. • Evitar superlotação nas pastagens. • Separar os animais por faixa etária. • Vermifugar o rebanho ao trocar de área. • Os animais adquiridos em outros locais só devem ser incorporados ao rebanho após vermifugados. • Manter presos os animais no aprisco, até no mínimo 12 horas após a vermifugação. "O controle dos nematódeos gastrintestinais poderá também ser realizado através de práticas de manejo que visem a descontaminação das pastagens, devendo estas serem associadas à aplicação de anti-helmínticos. Algumas dessas práticas poderão ser adotadas conforme o tipo de exploração da propriedade, tais como: pastejo combinado com diferentes espécies animais, pastejo alternado entre animais imunologicamente resistente e da mesma espécie, descanso da pastagem e rotação da área de pastejo com restolhos de culturas e outras". 3.3- Esquema de vacinações O calendário de vacinações deverá respeitar a legislação vigente e a ocorrência de enfermidades infecto-contagiosas da região. Assim, as práticas de vacinação dos caprinos e ovinos são aquelas aonde existem focos de doenças comuns e administradas em dependência da ocorrência de casos ou surtos. • Vacina contra Febre Aftosa: deverá ser realizada a cada seis meses, a partir do quarto mês de vida e em rebanhos de risco, ou seja, rebanhos que tenham contato com bovinos e suínos ou pessoal que lida com estes animais. Vale salientar, também, que deve-se vacinar quando houver qualquer caso de febre aftosa em bovinos na região. • Vacina anti-rábica: vacinar animais de quatro meses em diante e repetir anualmente. A vacina deverá ser utilizada em áreas endêmicas e onde houver a presença de morcegos hematófagos. • Vacina contra Carbúnculo Sintomático, Enterotoxemia e Botulismo: em regiões de risco, ou seja, onde o aparecimento de uma destas doenças sejam freqüentes em ruminantes e em situações de feira, ou exposições de animais, etc. Vacinar uma vez ao ano. Os animais vacinados pela primeira vez receberão uma dose de reforço quatro semanas após a primeira dose. 4- Medidas sanitárias específicas Características para cada categoria de animais do rebanho. 4.1- Cuidados com os recém nascidos • Proteger as crias oferecendo conforto (instalações e temperatura adequada, higiene e segurança). • Limpar os recém nascidos - quando necessário, e cure o umbigo com solução de iodo a 10% no ato do nascimento para evitar a penetração, através do cordão umbilical, de microrganismos do meio ambiente que causam doenças. • Identificar através de brinco ou tatuagem as crias ao nascimento, o que permite melhor controle do rebanho • Descornar aos 10 dias evita acidentes a curto e longo prazo. • Colostro, é o primeiro leite da cabra, rico em nutrientes, fornece as crias defesa contra doenças. Fornecer nas primeiras 4-24 horas de vida, e permitir o aleitamento natural ou artificial. (controle da CAEV!!!). • Pesar as crias ao nascimento, aos 30, 45 e 60 dias para controle de ganho de peso como referência de saúde. • Desmame das crias entre 70 e 84 e vermifugar aos 30 dias após o contato com a pastagem. 4.2- Cuidados com animais de recria • Separar os animais por sexo evitará prenhez indesejada. 4.3- Cuidados com os reprodutores • Estações de monta e controle reprodutivo permitem maximizar o uso dos machos e tornar viáveis as práticas sanitárias (exames periódicos). • Não fazer trocas, empréstimos de reprodutores de origem duvidosa com outros fazendeiros. 4.4- Cuidados com as fêmeas adultas e pré-púberes: A vida reprodutiva da fêmea caprina torna-se uma das mais importantes, pois dela dependerá a produtividade do rebanho, ou seja, a disponibilidade de leite, carne e peles. • Detalhar um plano nutricional por categoria animal. • Respeitar o peso adequado ao realizar a monta ou inseminação artificial, o que permitirá o desenvolvimento normal do feto e da mãe. • Pesar as mães antes e depois do parto. • Um bom plano nutricional para as fêmeas, dependerão o desenvolvimento do(s) feto(s) e a boa condição corporal, contribuirá para um bom estado de saúde ao parto e suficiente produção de colostro e leite e uma elevada sobrevivência das crias ao desmame. • Evitar contato das cabras com outros animais domésticos e seus dejetos (cães, gato, ratos). • Manter as fêmeas prenhes a partir do terço final, em local apropriado (piquete maternidade ou instalação maternidade – previamente higienizada) separado dos demais animais do rebanho. • Vermifugar as fêmeas antes do início da estação de monta e após o 45 dia da cobrição ou inseminação artificial. • Realizar a limpeza e o corte dos pêlos da cauda e da região perianal. 5-Doenças de caprinos e ovinos As doenças normalmente afetam negativamente a produtividade em qualquer sistema agroecológico. Todas elas têm sua prevalência relacionada com a influência do meio ambiente como a precipitação pluviométrica, umidade em excesso, temperatura e presença de hospedeiros como insetos, moscas e ratos (Medeiros et al., 1994; Santa Rosa, 1996). Além das doenças de etiologia infecciosa e/ou parasitária que afetam os caprinos e ovinos. Comumente, algumas estão diretamente relacionadas com deficiência ou desbalanço de nutrientes resultando em distúrbios do metabolismo animal (D’Angelino, 1983). A seguir, alguns comentários sobre as enfermidades passíveis de afetar caprinos e ovinos de corte. 5.1- Doenças parasitárias 5.1.2- Endoparasitoses NEMATÓDEOS GASTRINTESTINAIS: Os parasitas gastrintestinais mais importantes nas explorações de caprinos e ovinos na Região Nordeste do Brasil, são: Haemonchus contortus, Trichostrongylus columbriformis, T. axei, Strongiloides papillosus e Oesofagostomum columbianum (Costa et al., 1987). A incidência maior, ocorre durante o período das chuvas, embora existam durante todo o ano, com sintomatologia, que consta principalmente de anemia, diarréia, desidratação e perda de peso. Sua cronicidade, leva a edema em região submandibular, característica patogênica da hemoncose, e fraqueza geral. Entre os tratamentos adotados, indica-se uma estratégia de vermifugação segundo descrito em esquema anteriormente (ítem Vermifugação). EIMERIOSE: Conhecida como coccidiose, afeta animais jovens de até seis meses de idade, sendo causada por um protozoário do gênero Eimeria. Entre as causas predisponentes, identificam-se a falta de higiene geral, contaminação de águas por fezes com oocistos, grande concentração de crias jovens, principalmente nos períodos de chuva (umidade), assim como, sobrecarga animal (sobrelotação) nas instalações e nas pastagens. Em animais jovens, a sintomatologia consiste em diarréia, inapetência, desidratação e finalmente morte, com certo grau de lesão intestinal (intestino delgado), apresentando principalmente, mucosa hemorrágica e hipertrofia da parede intestinal, sendo comum a ocorrência também de pequenos nódulos esbranquiçados em tecido mucoso e seroso. Nos adultos, esta infecção é ocasional, servindo estes de portadores e disseminadores para os mais jovens. Frente a suspeitas da enfermidade, o técnico recomendará medidas profiláticas como manejo adequado do rebanho, limpeza e higiene de instalações e equipamentos com soluções desinfetantes apropriadas (cal virgem, creolina, água sanitária – clorados em geral), além do isolamento de ditos animais. TOXOPLASMOSE: É uma zoonose causada por protozoo do gênero Toxoplasma (T.gondii), o qual é transmitido através de material infectado (fezes, vômito, urina) de felinos (hospedeiro) em ambientes secos ou úmidos, de equipamentos, água, etc. O principal sintoma da doença, são abortos ocasionados em qualquer estágio de gestação. Não há vacinas e o tratamento não é viável no rebanho afetado, devendo-se adotar medidas de manejo geral e sanitários, dado que é uma doença que se dissemina facilmente e, em geral, os casos apresentam- se na forma latentes. 5.1.2- Ectoparasitoses Estas parasitoses são causadas comumente por ácaros causando sarnas, piolhos (pediculose) e larvas de dípteros (mosca), causando grandes moléstias e danos na pele dos animais afetados. Comumente, o controle é realizado através de banhos (imersão ou aspersão) em todos os animais do rebanho (segundo recomendações do fabricante), utilizando-se geralmente organosfosforados e piretróides, com repetição aos 10 dias para controlar os diferentes estágios evolutivos. 5.2- Doenças bacterianas Muitas destas enfermidades são causadas por aumento da flora natural do indivíduo devido a diminuição das defesas orgânicas ou, por ocasião de contaminação massiva dos animais, por falta de limpeza e higiene das instalações, assim como, pelo manejo sanitário inadequado dos animais (Olander et al 1989; Santa Rosa 1996). LINFADENITE CASEOSA: Doença infecciosa crônica causada pelo bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis, caracterizada por aumento e formação de abcessos nos linfonodos superficiais e/ou viscerais. A transmissão ocorre através da contaminação de ferimentos, castração, descorna, cordão umbilical, ingestão de alimentos contaminados, águas, etc. O bactéria poderá estar presente em forma latente no corpo do animal, por longos períodos, sendo clínico após uma diminuição das defesas orgânicas do animal acometido, geralmente maiores de um ano de idade. É de difícil erradicação, porém o controle sanitários dos animais adquiridos ao rebanho, diminui a incidência da doença. Esta enfermidade, produz graves transtornos e desvalorização na pele dos animais, sendo também, freqüentes os tratamentos inadequados ou mal sucedidos. BRONCOPNEUMONIA: Doença respiratória de etiologia múltipla, importante nos rebanhos caprinos e ovinos de todas as idades, causando febre, tosse, inapetência, perda de peso, com redução no crescimento, fraqueza geral e diminuição da produtividade, sendo comum a morte dos animais debilitados. As infecções secundárias concorrem para, causar um quadro clínico abrangente demonstrado pela presença de secreção muco-purulento, dispnéia e, em alguns casos óbito. Todas as medidas de manejo geral e sanitárias, evitam a ocorrência desta doença. O tratamento nos casos observados deverão ser massal a base de antibióticos de largo espectro. PODODERMATITE: Esta enfermidade causa grande perdas econômicas em explorações extensivas, onde os animais dependem do pastejo para alimentar-se. É causada pelas bactérias dos gêneros Bacteroides (Dichelobacter nodosus) (Liu & Yong, 1997) e Fusiformis ( F.necrophorus), que produzem inflamação nas extremidades (pele e cascos) dos animais, com claudicação de graus variados, podendo levar os animais a óbito por inanição. É altamente contagiosa, principalmente em locais onde existe grande teor de umidade e, onde as medidas de manejo geral e sanitárias não se cumprem, sendo portanto, freqüente em épocas chuvosas. MICOPLASMOSE: É uma doença infecto-contagiosa causada por inúmeras espécies do gênero Mycoplasma. O contato entre animais portadores, principalmente, através de secreções líquidas naturais como leite e colostro, assim como contágio através das vias aéreas, ocasionam lesões articulares, mamárias, pleuropneumonicas e oculares. CLOSTRIDIOSES (Tétano, Botulismo, Carbúnculo Sintomático e Enterotoxemia): Denomina-se clostridiose àquelas infecções e toxinfecções causadas por quaisquer espécies do gênero Clostridium. O diagnóstico é realizado por meio do médico veterinário, através do histórico, sintomatologia e exames complementares. As medidas higiênicas, isoladas, não são suficientes. A doença não responde a antibioterapia, além de apresentar evolução aguda. O melhor controle das clostridioses, é através de esquemas de vacinação. 5.3- Doenças virais O status das doenças virais em caprinos e ovinos no Nordeste do Brasil ainda não está elucidado, necessitando de trabalhos de pesquisas, epidemiologia no que tange a prevalência, isolamento de vírus em questão e diagnóstico. ECTIMA CONTAGIOSO: A doença é caracterizada por pústulas que se localizam comumente nos lábios, mucosa da boca, membros e úbere. Afeta principalmente as crias com morbidade de até 100%. A produção é afetada negativamente, devido a localização das lesões que interfere principalmente com a nutrição dos animais. O preparo de autovacina só está indicado, quando orientado por especialista, e utilizando a cepa viral existente de animais da região. INFECÇÃO VIRAL PNEUMOENTÉRICAS: Um número bastante significativo de agentes como vírus, bactéria, mycoplasma, riquétsia, clamídias e parasitas causam enterite e pneumonias resultante da interação de fatores entre agente etiológico, hospedeiro e o meio ambiente. Os vírus envolvidos nesta infecções são: Parainfluenza-3 vírus, adenovírus, reovírus, herpesvírus causando em via de regra, infecção inaparente, o Maedi/Visna que se caracteriza por uma condição progressiva de pneumonia intersticial e o visna por paralisia crônica em consequência de inflamação meningoencefalítica e dismielinização. ARTRITE ENCEFALITE CAPRINA (CAE): É uma infecção insidiosa, que apresenta-se em cabritos de dois a seis meses através de leucoencefalomielite e, em adultos, na forma de artrite, mamite e pneumonia. O status da infecção no rebanho e a forma subclínica da doença, são elementos que dificultam o controle, no entanto, medidas de prevenção devem ser consideradas. A principal via de transmissão do vírus da CAEV, é através da ingestão de colostro e/ou leite de animais infectados. O diagnóstico realiza-se através de testes sorológicos, e monitoramento dos animais, pelo menos a cada 4-6 meses (dependendo do programa de controle implantado em cada propriedade), lembrando, que testes sorologicamente negativos não garantem o status da infecção negativa. Animais sorologicamente positivos em rebanhos pequenos e de baixa incidência, recomenda-se o abate dos mesmos. Em rebanhos grandes e/ou com alta incidência, recomenda-se separar os animais soropositivos dos soronegativos. Tabela II A-. Doenças infecciosas de caprinos e ovinos e sistemas afetados distribuídas mundialmente. Doenças associadas com a reprodução (feto e recém-nascido) Doenças associadas aos animais jovens 01. Akabane (N) 13. Gastroenterite viral (A) 02. Doença de Border (N,S) 14. Pneumonia atípica (R) 03. Brucelose (G) 15. Braxy (A) 04. Aborto por clamydia (G) 16. Coccidiose (A) 05. Colibacilose (A) 17. Encefalomalácia simétrica focal 06. Criptosporidiose (A) 18. Louping-ill (N) 07. Desenteria dos cordeiros (A) (40 Listerioses) 08. Febre “Q” (G,R) 19. Navel ill (H,N,L) 09. Salmonelose (A,G) 20. Ectima contagioso (A,S) 10.Pasteurelose septicêmica (H,K,R) (47 Pneumonia enzoótica) 11. Toxoplasmose (G,N) 21. Poliartrites (L) 12. Aborto vibriônico (A,G) 22. Tétano (N) 23. Febre causada pela picada do carrapato(B) Tabela II -.Continuação Doenças associadas aos animais adultos 24. Antrax (A, B) 41. Maedi-visna/Artrite encefalite caprina (L,N,R) 25. Babesiose (B) 42. Mastite caprina (G) 26. Doença negra/hemoglobinúria bacilar (A,H) 43. Mastite ovina (G) 27. Quarto inchado/edema maligno (S) 44. Doença de Naiorobe em ovinos (A,G,R) 28. Língua azul (A,L,R) 45. Pizze rot (G,K,S) 29. Linfadenite caseosa/Melidiose (L,S/N,R) 46. Pleuropneumonia contagiosa caprina (R) 30. Agalaxia contagiosa (E,G,L) 47. Pneumonia enzoótica (R) 31. Dermatofilose (L,S) 48. Poliencefalomalácia (A,N) 32. Epididimite 50. Adenomatose pulmonar (R) 33. Febre aftosa (A,L) 51. Enterotoxemia hemorrágica (A,N) 34. Abscesso nos cascos (H,L) 52. Raiva (N) 35. Podridão dos cascos (L) 53. Febre do Vale Rift (H,N) 36. Hidropericárdio (A,B,N) 54. Rinderpest (A,R,S) 37. Ceratoconjuntivite infecciosa (E,L) 55. Scrapie (N) 38. Doença de Johne’s (A) 56. Teilerioses (B) 39. Leptospirose (G,H,K) 57. Tripanosomíase (B) 40. Listeriose (G,N)(18 Louping-ill) 58. Dermatose ulcerativa (A,G,S) Fonte: Barlow, R.M. – Infectious Disiases of Sheep and Goats. World Animal Science – Sheep and Goat Production – Elsevier Scientific Publishing Company, Amsterdam-Oxford-New York, p.151-174, 1982. A: Sistema alimentar; B: cardiovascular; E: ocular; G: úbere e genitália; H: fígado; K: urinário; L: locomotor; N: nervoso; R: respiratório; S: pele e subcutâneo. 5.4- Outros problemas Existem nas explorações pecuárias, em especial de caprinos e ovinos, diversas alterações que não são, nem infecciosas e nem parasitárias, mas que predispõe os animais a tal, além dos graves transtornos econômicos que ocasionam. Estas afecções, são em geral, as doenças nutricionais, metabólicas, intoxicações por plantas tóxicas e venenos e, traumatismos, que através de um correto manejo geral e administrativos, podem ser evitadas. NUTRICIONAIS - Estas, são causadas por excesso ou deficiências de algum macro ou microelemento na dieta dos animais. Em geral, as pastagens nativas do semi-árido, sofrem entre outros, o efeito da estação do ano. Durante o período das chuvas, os animais dispõem de uma dieta farta, enquanto que no período seco, torna-se necessário a suplementação dos animais, principalmente de fonte proteíca e energética. Contudo, o solo de cada região, possui minerais que são aproveitados pelos vegetais e transmitido aos animais, mas que em quantidades limitadas, necessitando-se a mineralização durante todo o ano, em quantidades que o próprio animal controla, segundo suas necessidades. No entanto, em regiões onde determinados constituintes são abundantes, o consumo de alguns necessários, determina o consumo de outros em excesso, causando as intoxicações nutricionais. Dentro das alterações nutricionais em caprinos e ovinos, citam-se: • Timpanismo ou meteorismo: ocorrem quando o mecanismo de eructação é falho (Santa Rosa, J., 1996); • Empanzinamento: por excesso de alimento, principalmente concentrado e, falta de água e de sal (D’Angelino, J.L.,1983). • Intoxicação cúprica: ingestão de altos níveis de cobre na dieta, associado ou não a deficiências de molibdênio e enxofre. Alguns sintomas clínicos devidos a desbalanços minerais, podem ser apreciados no Quadro I (Ortolani. E.L., 1996). • Urolitíase ou Cálculos Urinários: Causado pela excessiva ingestão de fósforo, baixa relação cálcio:fósforo e ou diminuição do consumo de forragem, que provoca maior excreção de fósforo pela urina (Ortolani. E.L., 1996). METABÓLICAS - São alterações devido a transtornos no mecanismo regulador das funções orgânicas. Cada espécie tem seus requerimentos nutricionais, sanitários e reprodutivos diferenciados segundo a categoria e produção do animal em questão. Estas alterações, geralmente estão vinculadas às doenças nutricionais, mas não necessariamente. O manejo correto do rebanho, é a melhor forma de evitar esses transtornos. Como exemplo, temos: • Toxemia da prenhez: É uma doença metabólica que acomete as fêmeas no terço final da prenhez, em gestações múltiplas (dois ou mais fetos), determinada por desbalanço nutricional (Ortolani. E.L., 1996). INTOXICAÇÕES - Em muitas ocasiões, os médicos veterinários são solicitados para assistir casos como estes. São consideradas aqui, as intoxicações devido a substâncias nocivas, como organosfosforados e clorados, assim como devido a veneno de ofídios e plantas tóxicas. Os dois primeiros, são observados a campo, dado substâncias utilizadas em banhos (imersão ou aspersão), quando em dosagens acima das recomendadas ou por sede dos animais durante o banho, podendo ocorrer nas crias, por mamarem fêmeas recém banhadas. Quanto ao veneno dos ofídios, o manejo dos animais em sistema ultra-extensivo ou extensivo, predispõe a uma maior ocorrência, sendo nesta situação, um só animal afetado, a diferença dos banhos parasiticidas, que grande maioria ou todos os animais são acometidos. Estas doenças, são importantes dado o custo com tratamentos e/ou devido a elevada mortalidade. As intoxicações por plantas tóxicas, ocorrem principalmente em períodos críticos de pastagens, quando os animais são obrigados a se alimentarem de ervas, as quais permanecem verde durante o período seco, ou também, muito comum, no caso de transporte de animais de uma determinada região a outra, não estando familiarizados com a vegetação local, dado que certas plantas são tóxicas só em determinadas regiões, não apresentando nenhuma toxicidade em outras (Medeiros et al., 1994). Quadro I. Sintomas clínicos de desbalanço de minerais causados em caprinos e ovinos. Sintomas Elementos minerais e grupo de animais por idade Fe Cu Cb I Mn Zn Se J* A** J A J A J A J A J J Andar cambaleante + + ++ ++ + + Anemia + + + + + Baixa fertilidade + + + + + Cascos deformados + + Crescimento retardado + + + + + + + + + + Debilidade geral + + ++ ++ + + Dermatites ++ ++ Descoloração da pele ++ ++ Diarréia + + + Diminuição na produção láctea + + + + Distrofia muscular ++ Fraqueza/manqueira/claudicação + + + + + + + Fraturas espontâneas + + Pêlos arrepiados + + ++ ++ + + + Pêlos lisos + ++ ++ Perda de apetite + + + + + + + + + Problemas cardíacos ++ ++ + Respiração ofegante + + + Fonte: Lebbie et al., Disease and reproductive wastage as constraints to small ruminant production in the tropics. p. 727-734, 1992. * Jovens, ** Adultos 6- Aspectos administrativos e econômicos São fundamentais para que haja uma boa relação custo/benefício, o que também poderá resultar no sucesso ou fracasso da exploração. • O proprietário, como o principal responsável pela existência da exploração na propriedade, deverá cooperar com o administrador e manejadores, no sentido de conciliar as necessidades com as possibilidades econômicas atuais; • A organização do rebanho com uma adequada escrituração zootécnica de caráter individual, proporcionará ao produtor dados palpáveis de como encontra-se o manejo geral e específico do rebanho e poder assim monitorar todo o processo produtivo; • Dispor de assistência médico veterinária mensal para orientação e eventuais intervenções; • Contratar mão-de-obra capacitada, induz um melhor rendimento econômico da exploração através de uma supervisão e manejo diário adequado, assim como também deverão favorecer a capacitação da mão-de-obra disponível; • Dadas as dificuldade na comercialização dos produtos, a propriedade deverá estabelecer ante tudo um programa de produção, evitando o sofrimento dos animais (alimentação inadequada, tratamentos, instalações defeituosas, etc) e dos funcionários que vivem da atividade e assim, evitar desempregos oportunísticos. 7- Comentários O impacto de um agente causador de doença, é determinado pela sua virulência e a quantidade de microrganismos infectantes, o que, pode ser controlado por práticas simples de manejo estabelecidas em um programa de saúde animal num rebanho. As medidas de ordem profiláticas devem prevalecer sobre as curativas, pois, estas últimas, representam redução nos lucros. Para que as medidas de controle sanitário e prevenção possam obter resultados concretos e eficazes, faz-se necessário o planejamento e a organização eficiente de toda a estrutura do sistema de produção a nível de rebanho. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS BROWN, C.C.; OLANDER, H.J.; CASTRO, A. E.; BEHYMER, D.E. Prevalence of antibodies in goats in North-eastern Brazil to selected viral and bacterial agents. Trop. Anim. Hlth. Prod. v.21, p.167-169,1989. COSTA, C.A.F.; VIEIRA, L.da S. Controle de nematódeos gastrintestinais de caprinos e ovinos do Estado Ceará-Sobral- EMBRAPA-CNPC, 1984. 6p (EMBRAPA-CNPC. Comunicado Técnico,13). COSTA, C.A.F.; VIEIRA, L.da S. Parasitismo estacional por helmintos em caprinos na MRH do Sertão dos Inhamuns. Sobral, CE: EMBRAPA-CNPC, 1987. (Dados não publicados) Projeto de pesquisa: 042800292/81. D’ANGELINO, J.L. Indigestões, Cálculos Urinários, Ectima Contagioso, Papilomatose e Parasitoses. In: Anais do Encontro sobre Caprinocultura por Moura, J.C. DE e Portas, A. de A . . Sociedade Brasileira de Zootecnia, Campinas – SP. 1983 LIU, D. and YONG,W.K. Improved Laboratory Diagnosis of Ovine Footrot: na Update. The Veterinary Journal, 153:99-105. 1997. LEBBIE, S.H.B., MUKASA-MUGERWA, E. e WILSON, R.T. Disease and productive wastage as constraints to small ruminant production in the tropics. VI International Conference on Goats. v.1-2, International Academic Publisher. First Edition, p.727-734, 1992. MEDEIROS, L.P., GIRÃO, R.N.; GIRÃO E.S. e PIMENTEL, J.C.M. – Caprinos. Princípios básicos para sua exploração. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro de Pesquisa do Meio Norte – Teresina: EMBRAPA-CPAMN; Brasília: Embrapa – SPI, 177p.; 1994. McDOWELL, L.R. and CONRAD, J.H. World Animal Vet. 24:24-33, 1997. OLANDER, H.J.; SANTA ROSA, J.; SILVA VIEIRA, L.da; BERNE M.E.A e BROWN, C.C. Herd health management of goat in the semiarid tropics. Improving Meat Goat Production in the semiarid tropics. Co-Editors JONHSON, W.L.; OLIVEIRA, E.R. v.1, p.84-97, 1989. ORTOLANI, E.L.; Intoxicações e Doenças Metabólicas em Ovinos: Intoxicação Cúprica, Urolitíase e Toxemia da Prenhez. In: Nutrição de ovinos por Silva Sobrinho, Batista, AM.V., Siqueira, E.R. de e outros (Editores). Jaboticabal: FUNEP, 1996. 285p. PINHEIRO R.R., GOUVEIA, A.M.G., ALVES, F.S.F., HADDAD, J.P. Aspectos zoo-sanitários da caprinocultura cearense. Arq. Bras. Méd. Vet. Zootec., v.50, n.5, p. 534-543, 2000. SANTA ROSA, J. Enfermidades em Caprinos. Diagnóstico, Patogenia, Terapêutica e Controle. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro Nacional de Pesquisa de Caprinos – Brasília:Embrapa-SPI/Sobral: Embrapa-CNPC, 220 p.il. 1996. WILSON, R.T. e LEBBIE, S.H.B. Privatization, Participation and Paraprofessionals: New Directions in Disease Control in Developing contries. VI International Conference on Goats. v.1-2, International Academic Publisher. First Edition, p.705-716, 1992.

Fonte: Francisco Selmo Fernandes Alves1

 

Frigorifico Cordeiro Brasileiro
Estrada da Tairana s/n
Cep 19043-140
Presidente Prudente - SP
Fone (18) 222 0261