Border
Collie: Cão pastor 
O Border Collie surgiu há mais de duzentos anos na fronteira entre
Escócia e Inglaterra. Border significa divisa, de onde se originou
o nome Border Collie para se diferenciar do Collie Show, mais conhecido
como Lassie.
O Border Collie é selecionado por trabalho, e não por características
físicas. Dessa forma, o critério usado é cruzar os melhores com
os melhores. Nem sempre o potencial genético para o trabalho de
pastoreio implica em beleza. Pode-se encontrar variações de cores,
pelagem, orelhas e olhos.
Suas Principais características são: conduzir os rebanhos pelo poder
do olhar, não latir e caminhar com a cauda entre as pernas, como
um felino quando caça. Assim, mostra atenção e domínio. O poder
do olhar mantém o rebanho agrupado enquanto o conduz, para que nenhum
animal se afaste. Como trabalha em silêncio, os rebanhos permanecem
tranqüilos. Ele é capaz de conduzir qualquer tipo de rebanho, desde
ovelhas e bovinos, até gansos, nunca desiste e está sempre atento
ao rebanho. Um bom Border não deve levantar a cauda, nem latir quando
trabalha, a menos que seja um cão jovem e inexperiente.
A recria deve ser feita em local fechado, onde os cães não fiquem
em contato e nem possam ver o rebanho, para evitar vícios futuros,
o que não impede seu dono de brincar com o filhote. No dia-a-dia
pode-se iniciar alguns comandos básicos como "deita", "fica", "para
trás", "venha", facilitando posteriormente o treinamento.
Antes de um ano de idade pode ser feita uma verificação para testar
o interesse do animal pelo pastoreio. À partir de um ano completo
inicia-se o treinamento, em um local menor, como um redondel. É
aconselhado começar com ovelhas para se adquirir maior domínio sobre
os cães.
Os animais que estão num estágio mais avançado do treinamento são
encaminhados para um local um pouco maior antes de chegar ao campo,
a fim de se aprimorar aos comandos.
Os rebanhos devem se acostumar com os cães aos poucos, sendo organizados
em pequenos lotes, para que depois possam ser conduzidos em grandes
números. Cada cão bem treinado pode conduzir até duzentas cabeças.
O treinamento é feito com comandos de voz e apito, possibilitando
ordenar as direções, a velocidade e até o modo de conduzir o rebanho.
Os comandos de voz são utilizados em inglês, por ser um idioma universal.
Recomenda-se utilizar o apito, porque depois de treinado o cão irá
se adaptar mais facilmente ao seu condutor. Existem dois tipos de
apitos: os de plástico, com um som mais grave que alcança menor
distância; e os de metal, mais agudo, alcançando maior distância.
Após o treinamento é possível trabalhar com dois cães ao mesmo tempo,
e fazer manobras mais precisas. O Border tem como característica
circular em volta do rebanho e trazê-lo ao condutor, com a distância
de até oitocentos metros. Cães treinados também podem tocar os animais
fazendo o chamado drive, como também trabalhar em bretes e locais
fechados, fazendo o serviço completo.
A raça é individualista e um cão não aprende a trabalhar com o outro.
O treinamento deve ser feito individualmente, pois cada cão possui
sua particularidade.
O Border Collie foi criado em seu país de origem para a condução
de ovelhas. Nos Estados Unidos e na Austrália, os cães mais agressivos
foram adaptados para a lida com o gado, podendo ser encontrados
Borders que mordem o focinho e o calcanhar dos bovinos. Por se tornarem
populares, em 1873, iniciaram-se as provas de pastoreio, para se
testar as habilidades de trabalho dos cães.
Essa raça é considerada a mais inteligente do mundo. Por isso, também
tem se destacado em outras atividades como, provas de agilidade,
obediência, guia de cegos e farejador de drogas. Freqüentemente
tem aparecido em comerciais e filmes, como "Babe, o porquinho".
É importante deixar claro que um cão sem treinamento específico,
tem um baixo aproveitamento, desempenhando apenas 30% de sua capacidade.
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